Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Hoje sim fumei de mais

ao meu pai

ao meu pai

Hoje sim fumei de mais

31
Out21

Dream

Frederico

I dreamed of angel gals. They were moving a vehicle. I was sort of bragging because it seemed very strange. They told me not to bother because it was sort of important to them. Meanwhile, the vehicle was kind of damaged. They were very kind and sweet. I was told not to touch them. But it seems they weren't so worried after all. I even touch one of those girls. I was delighted.

31
Out21

Tycho Brahe

Frederico

Tycho Brahe was invited to a dinner with friends. Among them, elegant and voluptuous women; men of a masterful voice and eloquence; scientists, poets and other eminences: the cream of Danish society. 

Tycho Brahe tried to dress his best toilette; his golden nose... It would certainly cause some astonishment because it was real gold, and not just any coated metal that would give that impression.

Shy as a snail, he was announced. Apparently, his presence caused a slightly nervous laughter. Tycho Brahe felt a grip in his heart. After the meal, the butlers served dessert. «Mr. Tycho Brahe - said a gentleman with a resplendent black vest and contrasting white bow: «Can you explain to us your theory?»
- It seems to me - said Tycho Brahe a little stunned - that the planets revolve around the sun... 

His soul was about to brake.

«All right, that will be right. You said the planets revolve around the sun; but, isn't there something else about your theory you want to spell out?

- The sun turns around the earth...

A huge laughter was heard at the same instance. Are you feeling well? - said a circumspect voice. Actually his nose gave way. He felt that something had given way. The laughter. Poor Tycho Brahe. And surprisingly, his nose fell off. And having fallen over the egg cream, the more the men and women did not contain themselves.

31
Out21

O Inglês

Frederico

Olá, malta. Acontece que estive a rever o meu Blogger. Estou deprimido e sem fala - pois que todo o conteúdo que escrevi não passa de uma brincadeira de criança. Deixei-me entusiasmar. 

Esse blogue - que eu tratei de eliminar - vale apenas por alguns contos. O conteúdo restante é demasiado supérfluo. Todavia, deixo-vos com um conto que eu guardei num arquivo. Entretanto, irei publicando outros que penso ser mais oportunos.

O INGLÊS

O inglês perscrutou algo na noite. Seria um assalto? Qualquer coisa de mui misterioso saltava à vista, como corpos se imiscuindo na calçada. Oi, tratava-se de um violador a tomar conta de Sofia, uma pobre toxicodependente do seu conhecimento. Que retrato horrendo. A rapariga tentava desatar das mãos do homem incrível. 

Estavam os dois refundidos na rua do Forno, sob o olhar desolador de Nossa Senhora do Leite. Hey - gritou o inglês, vindo de rua em frente. Havia saído de um bar e estava ébrio, pelo que os seus passos balouçavam. A rapariga, em trajes menores, os seus pomos assim expostos pela sofreguidão carnal do homem incrível, tentava desenvencilhar-se. Hey - gritou outra vez o inglês sem atentar o chão debaixo de si - You're killing me Sophie.
30
Out21

Senhor Estranho

Frederico

Acontece que há uns tempos vi um vídeo que me surpreendeu sobremaneira: acerca de um rapaz arrebatado por uma rapariga no metro da cidade; em como o rapaz se precipitava sobre a rapariga para lhe agredir. Todavia, o rapaz chauvinista não foi muito longe; naquele mesmo instante, um homem, algo cuidadoso, surpreendeu-o de forma completamente inapelável ao baixar-lhe as calças. O rapaz chauvinista tão pouco pronunciou uma palavra, um gemido que seja, diante dos olhos que perscrutavam os seus. Ora, esta noite sonhei que eu próprio era alvo de uma patranha semelhante. Estávamos no metro. Nisto, sou surpreendido por uma voz de rapariga não muito longe de mim. A voz, ostensiva, parecia tentar-me pela persuasão e cinismo... Bem, não sei ao certo que tipo de sugestão podia advir dali - afinal tratava-se de um sonho -, mas assim era: uma voz retumbante, a grassar o cínico. Olhei portanto naquela direcção; vi o que parecia ser um vexame para a minha integridade moral. "Hey" - procurei dizer com o mínimo de clareza. Neste somenos, sou surpreendido pelo mesmo homem, algo cuidadoso para naquele instante me baixar as calças. Resulta que o sonho tomou um aspecto cómico, pois que o homem tentava com todo o seu à vontade, embora o málogro, baixar-me as calças, não fosse o meu cinto de couro com fivela que havia adquirido naquela hora. Por sua vez a rapariga parecia esconder o rosto atrás do braço, apesar e sem que alguma vez alguém partisse para a agressão. "Ofereço-te um colar" - disse, sem parecer antipático. Porém a rapariga contava que o homem atrás de mim lograsse a sua empresa, como se aquilo dependesse muito de si, para baixar-me as calças, e contudo o seu braço não deixava de esconder o rosto. Desisti: fui embora e desci no meu apeadeiro, sempre com um homem que insistia baixar-me as calças.

29
Out21

Mansidão

Frederico

Quero estar no meu quarto, 
(Porque eu adoro o meu quarto)
E ter esta percepção genuína:
Eu embrenhado na noite... Que trato!

Apenas eu e a escuridão
No meu quarto de ameias encerrado
Sem janelas nem modas apetrechado
Movendo entre a mansidão.

É um consolo que me assiste
O estar aqui dentro sem haver lá fora
Ser eu próprio, aqui e agora
Onde a música religiosa atriste.

Prelúdio para uma noite cerrada, 
Clarinete dentre o quarto hermético
E musicalidade ao meu ouvido estético, 
A nada errante a sons prelada.

Que seja esta religiosidade musical, 
Esta religiosidade latente aos meus ouvidos
A primavera atonal dos meus sentidos
E nem sempre estes versos avulsos capital.

Recordar esta noite que me sustém...
Carregada de breu, em tudo abaulada.
Fora dos meus nervos, então desarranjada...
Aconteceu-me a noite em Belém.

E os guizos são outros, revelados.
E faz crer que o quarto está a léguas
Ainda que alta lassitude, tréguas...
Onde a lucidez e amor velados.

29
Out21

REDRUM

Frederico

Hoje vou contar um episódio que sucedeu aquando da minha frequência em Aveiro. É do mais estranho. Rasgado de sombra. Um episódio incrivelmente suicida; eu não sei -- funesto. Certa vez eu e um amigo próximo fomos conviver para os lados da Praça do Peixe. Estávamos no saudoso Clandestino; tudo decorria de forma espontânea... Todavia, correu entre nós, propriamente alheios a tudo, um sentimento amoroso de apego. Foi como se se houvesse provocado uma centelha de amor estonteante. Nessa noite senti uma espécie de grande separação, um declive dos sentidos. Nem eu próprio, transcorridos tantos anos, saberei explicar. Entrei em delírio. Nunca antes me havia sucedido tal coisa: eu estava no quarto e sentia - por certo, ainda mais transcendente -, um medo invencível. A campainha do intercomunicador tocou. Deixei-me estar deitado sob a colva; eu estava receoso que o meu amigo fosse irromper pela porta e matar-me. Eu estava assustado, delirante. Que situação inaudita, um verdadeiro mistério. Eu transcendia. Mesmo hoje estou incapaz de compreender este episódio funesto e abaulado de medo. Entretanto, a campainha soava cada vez mais estridente, como dali fosse irromper um punhal de sangue. Aquilo passou-se. No outro dia relembrei o episódio; parecia impossível. Onde estaria o meu amigo? Agora, bem compenetrado, distante na manhã plácida, eu recordava aquilo não sem um assombro. Tornara-se óbvio que o meu amigo não queria assassinar-me. É caso para dizer: «REDRUM! REDRUM!»

Na realidade, quem tocava era a minha ex-namorada. Surgiu no vão da porta toda ela nariz. «Que se passa?»

 

28
Out21

Nero

Frederico
Já vos contei a história de Nero? 
 
Certa vez acompanhei Nero, o pastor alemão do meu avô, para um espaço esconso. Que onírico, transcorridos estes anos. 
 
Nós éramos muito amigos, mas desde então ele guardou uma espécie de rancor por mim - muito devido ao facto de ser neto e menino bonito do avô. Nesse dia apareci no tugúrio onde os empregados do meu avô se abasteciam - onde o meu avô, sendo mestre de obra, era o responsável - apareci, dizia, e houve um grande aparato, pois o meu ombro jorrava sangue depois de ter subido a uma cerca onde Nero me tentou abocanhar. «Peço-te que não subas - pensei para mim no alto da cerca. Mais onírico que isso era o que se constava na época: que um dos empregados do meu avô era hermafrodita.
 

27
Out21

Não haja dúvida

Frederico

Estou assim a modos que. Acontece que uns alunos de NTC de Aveiro convidaram-me para uma curta. Aquilo era deveras divertido. Tratava-se de gravar uma simples conversa de café entre amigos. Porém, os meus colegas gravaram as nossas vozes à parte. Estão a imaginar o estapafúrdio: a conversa entre amigos era intercalada de vozes de escárnio e mal-dizer que se sobrepunham nos lábios dos intervenientes. Lembro-me que a voz com sotaque do João sobrepunha fielmente os meus lábios. Às tantas o Milk trocou a papelada do enredo (ainda que as frases, avulsas, não se destacassem por nenhuma observação em particular.) «Não haja dúvida», dizia uma voz de sacripanta assimilada no SoundForge por cima dos lábios do João. Mais tarde ninguém entre nós compareceu à estreia no ecrã do auditório; eu e um amigo apenas fomos espreitar pela porta entreaberta para ver como seria a reacção: pelos vistos, na plateia riam-se – ainda por cima porque eu era o mais bonito do grupo e porque afinal a voz de João sobrepunha-se aos meus lábios fofos. Foi divertido; no entanto, não sei o paradeiro desse vídeo, pelo que estou assim a modos que.

27
Out21

Os Conversadores

Frederico

Olá, piolhinhos. Bom-dia. Hoje estou bem dispostinho; dormi bastante e achonchegado, e como tal vou contar uma história não muito bonita - só mesmo para contrabalançar. 

Esta é uma história verídica sobre uma peripécia que teve evento no meu antigo apartamento, uma história de arrepiar cabelo, senão mais terrífico. Nessa fase da minha vida eu andava à procura de vencer uma insónia que me assolou a vida durante praticamente um ano. Digamos que foi numa fase mais difícil. Simplesmente não era capaz de dormir àquela hora precisa da noite. Porque eu gosto de dormir - e quando quero dormir, é impreterível para mim que seja antes da meia noite. Portanto, não quer dizer que fora um problema maior. É certo que muitas das vezes só achava cama por volta das 6 horas da manhã. Foi numa dessas noites que decidi fumar um cigarro. Lembro-me que lutava dentro de mim por achar sono. Neste somenos, denoto, não sem uma crispada surpresa, três baratas em amena cavaqueira. Não, não é possível. Ali estavam elas num círculo entre si, numa conversa muito consentânea. Pareciam três estrategas. As tantas reparei que elas estiravam as pequenas patas numa interjeição. O que aconteceu seguidamente não é da minha natureza, até porque eu amo todos os animais sem excepção: acabei com aquela assombro com o chinelo, que arrebatei do lixo. Sim, sei que parece horroroso e emporcalhado, mas pus um fim àquilo. Esta é a história d' Os Conversadores.

PS: Quando miúdo também me achei diante de uma barata na gaveta dos talheres. Confuso, quase mergulhei o conteúdo dessa gaveta com insecticida. Por acaso a minha mãe viu. Bradou: Não faças isso!

26
Out21

Sopa

Frederico

Tanta vez decidi sair de casa pela janela do rés do chão da cozinha. Era impreterível manter a calma para descer pé ante pé. De referir que a queda de quatro metros até lá em baixo daria para partir desde logo os fracos bracinhos. Ao cabo desta faxina, que nessa idade nada tem de tenebroso, deixei-me cair na relva. Todavia, num desses dias de sol pela manhã, e neste somenos, ouvi uma senhora no sétimo andar do prédio em frente: «Oh, menino! Venha emborcar uma sopa! - Esta mulher, pensei para mim, já me convidou para emborcar sopa éne vezes. Vai pensar que vou ser ladrão - isto, porque consta que, quem desce pela janela, na idade adulta será ladrão. Bruxas, muito provavelmente. Decidi pois sair de fininho, estando a senhora na janela à espera que eu desse o sinal. Nada. Pelos vistos, houve quem me traísse; a mãe minha mãe já estava ao corrente. Quem senão a velha do sétimo andar? «Chamei pelo seu filho e ele, nada. Foi como se me ignorasse.»
Quando enfim cheguei em casa, a porta já estava destrancada. Nesse dia, teria perdido a chave. Ainda houvera tempo para ir ao recreio sob o sol tórrido, «Hey, outra vez a descer pela janela de cozinha? Que significa esta nova circunstância? Ouve, tu tiraste dinheiro da minha carteira?

Pág. 1/5

O meu Patreon

Become a Patron!

O meu twitter

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub